Terapia da Consciência Multidimensional – TCM um esboço teórico

por Herminia Prado Godoy

TESE: Existe um Núcleo Central Eutrópico de Força Energética, na dimensão não física, que projeta uma irradiação funcional nas "n" dimensões, através dos "n" níveis de consciência (NCE), e um Núcleo Distrópico de Força Energética, na dimensão não física, que projeta uma irradiação disfuncional nas "n" dimensões através dos ‘n" níveis de consciência (NDs).

HIPÓTESE DE TRABALHO: o ser físico é a projeção no soma deste NCE.

I. HISTÓRICO

A Tese do NCE e dos NDs pode ser evidenciada pelos Modelos Teóricos:

DUALISTA: existe um mundo físico e um mundo espiritual. O homem é um ser físico e espiritual, e,

CONSCIÊNCIA DIMENSIONAL: existe uma dimensão específica para a consciência.

A. O MODELO DUALISTA

O Modelo Dualista considera a existência de um mundo físico e de um mundo espiritual paralelo ao mundo físico, governado e regido pelas Leis Espirituais.

O mundo Espiritual segundo Ouspenski é o nosso verdadeiro mundo, onde alcançamos a nossa Consciência e no mundo físico os seres são inconscientes. Já Jung dizia que somos inconscientes quando desconhecemos nossas realidades extra-físicas. Do mundo Espiritual viemos e para ele voltaremos; estamos provisoriamente num corpo físico, temos uma alma que o habita por um tempo determinado para sua evolução e vencido este tempo retornamos ao mundo Espiritual, despindo-nos das vestes físicas. Esta é a hipótese Reencarnacionista. Portanto o Modelo Dualista tem como melhor hipótese para explicá-lo a Hipótese da Reencarnação.

Há tempos, desde a antigüidade, a hipótese Reencarnacionista é aceita por várias religiões como: Espírita, Budistas, Induístas; por muitas culturas: Africanas, Esquimós, Indianos; Brasileiros e pesquisada Cientificamente por: Henendra Banerjee; Ian Stevenson; Hernani Guimarães Andrade, dentre outros.

É de Kardec o crédito de ter sido o autor/pesquisador que melhor sistematizou os fenômenos da Espiritualidade, descreveu sobre seus habitantes, seus mecanismos, origens, constituição e sobre o inter- relacionamento destes com os seres físicos/encarnados.

B. O MODELO DA CONSCIÊNCIA DIMENSIONAL

Segundo Fialho, em seu livro "A Eterna Busca do Ser", 1993, os físicos já trabalham com a hipótese de que pode existir um outro eixo dimensional para a consciência.

Assim como existe um eixo para espaço e tempo, também existe um eixo perpendicular que é o eixo da Consciência. EspaçoImagem

II. UM MODELO TEÓRICO

A . HISTÓRICO

O meu interesse básico é resgatar para a Psicologia o Estudo da Psiquê e/ou consciência, uma vez que a Psicologia se transformou no Estudo da Personalidade, do Comportamento, das Relações, etc... e deixou de cumprir o seu papel original.

No trabalho clínico que desenvolvo desde 1979, pude verificar que existiam como se fossem "partes" da Psiquê com atuação, expressão e personalidade individualizada, pois muitos dos relatos de "seres" que considerava uma personalidade alheia ao ser físico, se manifestavam dizendo serem personalidades autônomas mas que faziam parte daquela "Alma encarnada". Comecei a levantar a hipótese da facção da Psiquê/Consciência, seria possível? Existiriam várias "consciências" de uma mesma pessoa? Haveriam "partes" da consciência? Essas "partes" ficariam no espaço? Aonde? A consciência, Psiquê, Alma, não importa o nome que se de neste momento, não estaria completamente encarnada para depois da morte fisica do ser, se expressar livremente no Universo Espiritual? Como poderia alguém do espaço dizer que fazia "parte da alma" daquele que estava no físico, com corpo físico? Estes relatos, vindo dos clientes, começaram a me intrigar e a despertar meus estudos e pesquisas sobre a essência da consciência e sobre o Universo espiritual.

Comecei meus estudos buscando pelo conceito de múltiplas personalidades, me interessava sobre "as partes" do ser.

Na Psicologia, desde Jung até Hans TenDam, no estudo destas "partes", encontrei que são denominadas das mais diferentes maneiras: para Jung são "partes idealizadas"; para Assagioli são Subpersonalidades, para Eliser Mendes são Personalidades Subconscientes e para Hans TenDam são Subpersonalidades se ajudam a evolução do Ser, e Pseudo-Obsessores se interferem no desenvolvimento do ser, causando-lhe problemas.

Na religião espírita Kardecista, encontrei que não existiam múltiplas personalidades, o espírito não poderia se faccionar, e sim poderia estar sendo subjugado por um espírito desencarnado. Em Miranda, 1990, encontrei que seriam possíveis múltiplas personalidade de um mesmo ser, fruto de expressões de vidas passadas que exerciam influencia no ser encarnado enquanto memórias arquivadas devido a situações Carmáticas. Como memórias e não como personalidades autônomas.

A técnica que se revelou mais adequada para minha compreensão dos fenômenos que observava foi a Terapia da Regressão, trazida por Morris Netherton e para entender "as partes" a conceituação mais explicativa para mim foram os conceitos desenvolvidos por Jung; Assagioli, Eliser Mendes e Hans TenDam.

Os conhecimentos teóricos que busquei e os instrumentos (técnicas) de Terapia da Regressão me deram suporte para trabalhar com os meus clientes, porém, ainda não me sentia satisfeita, algo ainda me incomodava, e descobri que era o fato de todos estes autores estarem calcados no Modelo Dualista e utilizarem unicamente da hipótese Reencarnacionista. Helen Wambach, a única Pesquisadora dentro da Terapia da Regressão que desenvolveu uma pesquisa com mais de 2000 casos de regressões, tomou como base a hipótese Reencarnacionista. Netherton o sistematizador da Terapia da Regressão, Roger Woolger que vem resgatando para a Psicologia os conhecimentos sobre Espiritualidade, pois está retirando o fator "mito" e decodificando os fenômenos espirituais para terminologias psicológicas, e mesmo Hans TenDam, que sendo o único a propor uma metodologia, diagnóstico e tratamento dentro da Terapia da Regressão, ainda se utilizam como melhor hipótese a hipótese Reencarnacionista.

A Terapia de Vida Passada, funciona no tratamento psicológico, é um fato, muitos autores em seus escritos atestam através dos relatos dos clientes a eficiência da terapêutica em Terapia da Regressão: os pacientes melhoram e curam-se. A base da Terapia da Regressão está em desligar o passado do cliente que interfere na sua vida presente causando-lhe problemas e distúrbios. Funciona e resolve muitos problemas, mas muitos outros não. Mesmo utilizando suas técnicas ainda existiam as "partes" das pessoas que afirmavam serem autônomas e que tinham uma outra configuração energética independente do ser físico, aqui e agora, mas que eram "partes" dos seres físicos.

A Terapia da Regressão que, inicialmente com Netherton, trabalhava em busca dos traumas passados do indivíduo, que seriam os responsáveis pelos distúrbios por este apresentados no presente, cresceu muito com as descobertas de Hans. Hans descreve outras causas para os distúrbios presentes no Ser. Afirma que os aspectos não resolvidos de um passado ou na Espiritualidade repercutem no ser encarnado trazendo transtornos e problemas a vida dele no presente. É o conceito de Repercussão Cármica. Hans aprofundou no inconsciente do ser e expandiu a bagagem contida no subconsciente. Classifica as Repercussões Cármicas de Traumas; Hangover (Ressaca); Pseudo Obsessão; Obsessão; Postulado de Caráter e Alienação. ( Conceitos descritos no livro: Cura Profunda; Ed. Summus, Hans TenDam). Hans introduziu as técnicas Dissociativas e Associativas, úteis no trabalho com as subpersonalidades, aqui expande e clareia o que existe no subconsciente. Com técnicas como Exploração da Áura e Volta à casa, adentra o campo energético, trazendo recursos para o terapeuta em Terapia da Regressão lidar com os corpos sutis do ser.

A Terapia da Regressão estava crescendo e funcionava mais ainda, mas ficava o questionamento: onde iriam estas partes dissociadas? E as que foram associadas onde estavam e de onde viriam? Continuava a pergunta: como partes autônomas, independentes? As partes diziam através dos clientes: vou nascer em um corpo de homem porque não estou deixando ele ser mulher.... vou embora, vou voltar a minha essência.... vou ficar congelado por algum tempo;.... vou para uma lagoa dourada....; sou uma parte dele e tenho uma vida em Vênus....; sou uma da alma dele e vivo em um outro corpo na Terra...; sou parte dele e fui designado para ajudá-lo...; ...sou parte dele e moro numa cidade embaixo, no mar....; Faço parte dele e dentro da Terra....; vou desintegrar.... sou uma parte dele e vou ser desligado.... o que era tudo isto? As partes como realidades para a pessoa, criadas por um mecanismo de ideação, repressão; fantasia; psicodrama interno; realidade de vida passada enquanto memória, podia entender, mas não conseguia explicação como REALIDADES , DE VERDADE!? Algo em relação a outras dimensões estava acontecendo que não poderia ser explicado pelo Modelo Dualista , fora da dimensão Tempo/Espaço da física clássica, e algo estava acontecendo relacionado a várias partes de uma mesma alma que estavam vivendo junto num mesmo período de tempo na Terra, ou sendo retiradas partes de almas para nascerem em um outro corpo, etc... afirmações estas que não poderiam ser explicadas pelos conceitos Kardecistas, hipótese reencarnacionista ou demais teorias de Hernani, Waldo Vieira ou Herminio Miranda, ou mesmo por teóricos da Terapia da Regressão. Com a projeciologia de Waldo Vieira pude entender melhor a Teoria Energética e ampliar as técnicas de Hans TenDam, porém todos não explicam as partes como realidades independentes do ser. Muitos colocam os conceitos tendo como referencia o consciente e o inconsciente do ser, poucos referem ao subconsciente. Na minha observação algo muito importante ocorria no subconsciente que ainda não tinha sido investigado e descrito. Não poderiam estas partes enquanto realidades energéticas e enquanto personalidades de vida passada, ou subpersonalidades (vida presente) estarem localizadas no subconsciente?

Refletindo sobre os estudos e pesquisas e com base em minhas observações, fruto do meu trabalho terapêutico, me permiti levantar a hipótese de que o Espírito do Ser poderia não estar totalmente encarnado. Fiz uma simbologia com os computadores: existe em algum lugar no espaço a "winchester" que alimenta vários terminais (inconsciente), um desses "terminais" poderia ser a pessoa no corpo físico (consciente) e várias outras fora da vida físicas, ou vivendo em outro corpo, outro local e outra dimensão (subconsciente). Algo acontece para que sejam ou não incorporadas pela "winchester" ou núcleo central eutrópico.

Na minha prática comecei a observar que não adiantava se trabalhar os problemas dessas partes; se aliviavam os sintomas mas o problema retornava. Minhas investigações e questionamentos estão mais centradas nos casos de insucesso. Vários autores descrevem os sucessos da Terapia da Regressão, porém me centro nos insucessos, nos casos em que: trabalhar com Regressão à Vida Passada buscando-se o trauma não funcionou; aliviar as cargas das subpersonalidades também não funcionou; trabalhar com conscientização e Catarse não funcionou; trabalhar com técnicas energéticas de Hans, não funcionou.

As técnicas de Terapia da Regressão funcionam para alguns casos, mas para outros no máximo alivia, funcionando como uma grande limpeza, mas não resolve o problema. Somente quando se conseguia atravessar o Subconsciente, limpá-lo, trabalhando com as Sub-consciências, se conseguia chegar a Consciência Primaria, verificar detalhadamente seu caminho evolutivo e corrigir seus defeitos de caráter e descobrir qual a necessidade de evoluírem nesta vida física e aí sim poder-se-ia encontrar a solução dos problemas físicos.

Com base neste questionamento e por perceber que poderia ser ampliado ainda mais o trabalho da Terapia da Regressão com o buscar e lidar diretamente com a "winchester", tendo os terminais como ponto de referência para se chegar ao "defeito", "conserta-lo" e "reencaminhá-lo" em suas funções originais, que expandi o conceito de Consciência "n" dimensional. É em cima desses conceitos que venho desenvolvendo o meu trabalho com a Terapia da Regressão.

Faço aqui uma proposta de um Modelo Teórico calcado no "Modelo de ‘n’ níveis de consciência, sendo consciência uma outra dimensão; no Modelo Pluralista, onde existe a pluralidade dos mundos, não só o físico e extrafísico, mas acrescentando o intra-físico e outros tantos que existirem, e no Modelo do Núcleo Central Eutrópico de Força Energética Funcional e dos Núcleos Distrópicos de Força Energética Disfuncional.

B. HIPÓTESES DE TRABALHO

A consciência do ser é a projeção do Núcleo Central Eutrópico de Força Energética Funcional (NCE);

Os desequilíbrios do ser físico a nível psicológico, emocional, comportamental e físico podem, também, ser frutos da projeção dos Núcleos Distrópicos;

Os ND estão localizados no subconsciente.

Os NDs podem existir como realidades, como subconsciências físicas concomitantes ou não com o ser físico.

C. MODELOS TEÓRICOS DE SUPORTE

Para essa Hipótese de Trabalho os Modelos Teóricos me utilizei do Modelo Pluralista, e desenvolvi os Modelos: dos "n"s níveis para a consciência e do Núcleo Central Eutrópico e Núcleo Distrópico.

1. O MODELO PLURALISTA: existem ‘n’ dimensões: a física, extra física, intra-física e outras tantas que venhamos a classificar.

2. O MODELO DOS ‘n’s NÍVEIS PARA A CONSCIÊNCIA: O homem tem uma consciência física (Consciência) e ‘n’ consciências nas ‘n’ dimensões - física, extrafísica, intrafísica, e outras mais que existirem (sub-consciências).

As sub-consciências que atuam nas ‘n’ dimensões extra e intra física, tem livre acesso ao mundo físico e nem todas as consciências físicas tem acesso ao Universo espiritual diretamente. Podem acessar estas consciências utilizando-se do canal perceptivo. São independentes, e funcionam como verdadeiras personalidades autônomas.

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  1. O MODELO DOS NÚCLEOS

A. O NÚCLEO CENTRAL EUTRÓPICO DE FORÇA ENERGÉTICA FUNCIONAL (NCE)

Existe o Núcleo Central Eutrópico de Força Energética, que se projeta nas ‘n’ dimensões com irradiação funcional, ou Consciência Primária. O NCE é um sistema energético organizado, que foi criado em um determinado tempo e espaço por uma Cosmo Consciência - Deus, e vem através dos tempos evoluindo e pode se utilizar dos vários planetas do Universo para sua evolução, guardando consigo a memória total. Se projeta no tempo e no espaço, através de uma irradiação funcional, ativando os núcleos distrópicos e a consciência física.

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O NCE ou Consciência Primária, jamais encarna, porém se mantém ligado à consciência física. Esse NCE, projeta uma irradiação funcional, para que um corpo físico tenha vida. O Ser evolui através de ‘n’ existências físicas, intra-físicas e extra-físicas. Cada vida é programada para a evolução gradativa do ser. A cada vida o núcleo central também libera memórias que auxiliam o ser a cumprir seus objetivos. Para cada vida física são selecionadas memórias que vão dar suporte no desempenho das funções pré-determinadas ao ser físico.

Por exemplo em uma vida onde a tarefa básica do ser é desenvolver a paciência, são liberadas memórias de vidas onde o Ser já adquiriu o espírito maternal, meditativo, ponderação, etc. Essas memórias podem ou não ser incorporadas ao ser físico. No exemplo citado se for homem, a experiência maternal não é incorporada e sim permanece como uma subconsciência. No caso de uma mulher que necessita desenvolver sua feminilidade, meiguice, tolerância com potência e direção nas ações, são liberadas memórias de experiências onde foi mulher e também memórias onde foi homem seguro, determinado, porém essa memória de homem seguro não é incorporada no corpo mulher, ficando como uma subconsciência.

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Caso as tarefas sejam cumpridas, quando o corpo físico morre o aprendizado ocorrido é incorporado como memória no núcleo central.

B. OS NÚCLEOS DISTRÓPICOS DE FORÇA ENERGÉTICA DISFUNCIONAL (NDs)

Caso as tarefas sejam incompletas, existindo incoerências, quando o ser morre as memórias daquela vida não são incorporadas ao núcleo central e sim formam o núcleo distrópico, que é um sub núcleo do núcleo central, formando uma consciência à parte e independente, o que chama-se de sub-consciência ou Núcleos de Força Energética Distrópicos, que se projetam nas ‘n’ dimensões com uma irradiação disfuncional (ND).

 

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Esta subconsciência formada fica nas ‘n’ dimensões, as vezes até congelada aguardando uma nova oportunidade de se expressar no mundo físico para completar sua tarefa inacabada, isoladamente ou como satélite da consciência física. Permanecem na camada da Subconsciência, se buscarmos em Freud a denominação de consciente (consciência física), subconsciência ( núcleos distrópicos) e inconsciência (núcleo central eutrópico). Os NDs, dependendo do número, podem chegar a bloquear a energia entre o NCE e à consciência física. Este conceito pode ser o que Jung chama de Sombra.

Em uma nova vida física o ser traz novas tarefas e algumas tarefas não concluídas de outras vidas anteriores.

Essas subconsciências emitem uma irradiação disfuncional que repercute na consciência física. Este é o conceito de Repercussão Cármica de Hans TenDam.

Neste ensaio de modelo para a consciência, a consciência primária não chegaria a ter diretamente uma vida física. Ela está numa outra dimensão, ainda não citada aqui e que poderia ser objeto de outra pesquisa, indo além da necessidade deste modelo, e alimenta um corpo físico, como uma "winchester"alimenta um terminal.

Cheguei a conclusão de que trabalhar com os Núcleos Distrópicos (sub-consciências), amplia e aprofunda o trabalho de Terapia da Regressão, clareia os processos subconscientes, agiliza e facilita o trabalho psioterapêutico.

IV. PROPOSTA DE UMA TERAPIA DAS MUITAS VIVÊNCIAS DA CONSCIÊNCIA (MVC).

A consciência tem muitas vivências. Cada vivência com sucesso é transformada em energia potencial que amplia o campo informacional da consciência primária. A cada vida de insucesso essa energia fixa-se em "n" dimensões, psicologicamente no subconsciente, projetando no novo ser físico sua irradiação disfuncional.

A Terapia das Muitas Vivências da Consciência consiste em se conectar com o Núcleo Central, através da ação do terapeuta, visando religá-lo a sua fonte básica energética, e conduzir o processo terapêutico no sentido de desintegrar os Núcleos distrópicos.

Esta Terapia é uma síntese das técnicas Psicológicas clássicas existentes, das técnicas desenvolvidas na Terapia da Regressão, e das técnicas dos acoplamentos energéticos, ressonância e Assimilação Simpática, retro e pré-cognitiva, as quais adaptei para o uso no set terapêutico.

Faço a seguinte afirmação: Os Núcleos Distrópicos são do interesse e pertencem ao campo da Psicologia.

A. HISTÓRICO

O meu trabalho Psicoterapeutico sempre esteve voltado para a localização dos Núcleos Distrópico, que pode de certa forma, dentro da Psicologia, dizer que seria a busca do trauma original.

Inicialmente busquei o trauma com técnicas regressivas ao período da infância (seguindo modelos desde Freud), uma vez que neste período é que eles estariam localizados.

Posteriormente, utilizando-me dos conceitos da Análise Transacional, passei ao trabalho chamado de análise de Script que tem como objetivo, identificar, localizar e reprogramar as decisões de vida adotadas pelos indivíduos em uma idade assinalada por Berne, dos 0 aos 7 anos. Para este trabalho utiliza-se técnicas da Gestalt, Bioenergética, por exemplo, e técnicas regressivas. Para o trabalho de separação dos conteúdos passados que são tomados de base para as decisões, utiliza-se as técnicas dissociativas da Gestalt, Bioenergética, Psicodrama e Análise Transacional.

Utilizei-me por muitos anos a Terapia da Regressão, uma vez que ela permitia se buscar as decisões num tempo mais remoto.

Hans estendeu o conceito da Terapia da Regressão, passando de Trauma para outras patologias, dando técnicas para se integrar e dissociar sub-consciências; e foi também o primeiro a falar decodificar para a Psicologia uma terapêutica energética, onde pode-se lidar com os outros corpos do ser, sanando e consertando seus defeitos (corpo físico, corpo emocional, corpo mental e energético). Para este trabalho Hans desenvolveu várias técnicas dentre ela a mais importante chamada Exploração da Aura, que trata-se de uma técnica diagnóstica, de limpeza, de tratamento e que pode ser utilizada como indução para a regressão ou progressão.

Sempre visando a busca do fator original deliberador do problema passei a me utilizar da Técnica dos Acoplamentos energéticos e Ressonância como técnicas Diagnósticas, Indutivas e de Tratamento, constatei que agilizavam o tratamento. Cheguei a desenvolver uma forma própria de trabalho com a Terapia da Regressão e este trabalho é um ensaio para descrever o trabalho que faço. Ouso dizer que desenvolvi uma técnica que posso chamar, por enquanto, de Assimilação Simpática Retro e précognitiva. Construi esta técnica no meu trabalho terapêutico desde 1987. Nem mesmo eu sabia que se tratava de uma outra técnica, pelo simples motivo de que não estava atendendo meus clientes para desenvolver uma pesquisa ou descobrir uma técnica. Sempre meu maior objetivo foi o de resolver o problema do cliente que estava na minha frente, da forma mais eficiente possível, utilizando-me de todos os recursos conhecidos. O nome e a técnica que hoje descrevo, vieram pela observação e avaliação da minha prática e hoje acredito que tenho condição de iniciar uma pesquisa para trazer a tona os resultados para uma investigação científica. Portanto não se trata aqui de um trabalho com os rigores científicos, e sim de uma proposta para se realizar um verdadeiro trabalho científico. E quero frisar que o meu maior objetivo é sistematizar uma técnica que possa ser utilizada por muitos terapeutas e que seja eficaz para o alívio dos problemas dos clientes.

Como base nestes estudos resumo minha TESE se embasa na possibilidade de existir um núcleo de força energética eutrópico, que se irradia em ‘n’s dimensões e existir um núcleo distrópico, que se irradia nas ‘n’s dimensões. O NCE se localiza psicologicamente no Inconsciente, e os NDs no subconsciente. O ser físico recebe as irradiações do NCE e dos NDs.

B. ETAPAS DA TERAPIA COM A TÉCNICA DOS NDs.

O trabalho psicoterapeutico consiste em duas etapas básicas:

Primeira: identificar as subconsciências, esses núcleos distrópicos - e resolver suas pendências, tarefas inacabadas. Aliviando com isto a carga a extra da consciência física.

Segunda: re-ligar a consciência física com a energia emitida pelo núcleo central e identificar as tarefas desta vida da consciência física e auxiliá-la a desenvolve-las.

C. A TNDs ENGLOBA AS TÉCNICAS.

1. Técnicas Regressivas: todas as já descritas na literatura: Freudiana/ Junguiana/ Gestalt/ Psicodrama/ Análise Transacional, etc..

2. Técnicas Psicoterápicas Regressivas à Vida Passada

a.Não indutivas: Morris Netherton, Roger Woolger/ Hans TenDam.

b. Indutivas: Edith Fiori/ Brian Weiss/ Livio Túlio Pincherle.

3. Técnica dos Acoplamentos Energéticos: descrita pelo Dr. Samuel de Souza. Consiste no Terapeuta entrar em acoplamento energético com o cliente e trazendo para si todos os sintomas, sensações, emoções, imagens e pensamento, que o cliente se refere como queixa. A grande maioria das pessoas consegue fazer isto de uma forma inconsciente. Quando Terapeuta, pode desenvolver através do treino esta faculdade de forma consciente, para que possa dimensionar melhor os problemas, aflições e dores que o cliente está atravessando. O Terapeuta pode ou não comunicar suas percepções ao cliente. O Terapeuta atua como um filtro e transformador das energias do cliente.

Serve como uma técnica de limpeza, tratamento e Diagnóstica.

4. Técnica da Ressonância: Baseado no Modelo da série Harmônica citado no livro Projeciologia de Waldo Vieira, (pg.679).                                                                                                                                                                                        A técnica consiste no Terapeuta produzir uma equalização harmônica emitida pelo NCE a qual produz uma ressonância no(s) Núcleo(s) Distrópico do cliente. Esta ressonância terapeuticamente pode desintegrar o ND, liberando a energia disfuncional nele contida.                                                                                                                                O Terapeuta entra em acoplamento energético com o cliente e libera "as partes" ( vidas passadas, memórias, fantasias, ideações) que estão localizadas no subconsciente do cliente, e que possuem relação com o problema relatado como queixa. O terapeuta atua como um transformador, aliviando as cargas energéticamente disfuncionais que estão relacionadas ao problema do cliente. Em muitos casos é uma técnica que de uma maneira eficaz consegue explodir os núcleos distrópicos, liberando essa energia e permitindo que a energia funcional do núcleo central eutrópico possa se projetar diretamente na consciência física.                                             É uma técnica de limpeza, de tratamento e Diagnóstica, que pode ser usada num trabalho direto ou indireto com o cliente, quando o trabalho é indireto pode-se usar um terapeuta para assimilar o processo do cliente e faze-lo entrar em ressonância com o cliente.

5. A Técnica da Assimilação Simpática Retro e Pré-cognitiva

Consiste no uso do canal perceptivo do Terapeuta, o qual num acoplamento energético com o cliente identifica o núcleo distrópico no momento passado em que foi originário o trauma. O terapeuta través do canal perceptivo que lhe é mais familiar recebe as informações e fornece-as ao cliente, usando-as como indução para que o cliente por si mesmo entre em contato com a situação traumática que deu origem ao núcleo distrópico. Utiliza-se aqui das técnicas regressivas. Através da técnica da Ressonância ajuda o cliente a neutralizar e desintegrar estes NDs, liberando as energias que nele estavam contidas.

Após projeta-se com o cliente no futuro afim de identificar com este as tarefas que lhe são atribuídas nesta vida física, podendo este retornar ao seu caminho parcialmente determinado. É como se o Ser tivesse um caminho a seguir e se desviou dele. Cabe ao Terapeuta identificar os motivos do desvio, ajudar o cliente a consertar e como se pudesse ver de longe onde está o caminho original do cliente, reconduzi-lo a este.

O terapeuta funciona como um catalizador, transformador, suporte, condutor, cirurgião e companheiro desta caminhada com o cliente.

A Técnica dos Núcleos Distrópicos é uma síntese de todas as técnicas descritas. É condição sinequanon que o terapeuta seja treinado nas técnicas anteriores. Também se faz necessário que o Terapeuta vivencie e passe pela experiência para que possa assimilar e vivenciar em si próprio os resultados da Técnica, em sendo assim aumenta seu grau de proteção, permissão e potência terapêutica.


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