CURSO 918

TERAPIA DE VIDAS PASSADAS COMO MODALIDADE

PARA CURA E CRESCIMENTO

            por Morris Netherton

Tradução de: Herminia Prado Godoy

            Terapeutas que se utilizam dos métodos e práticas de terapia de vidas passadas rapidamente encontram um campo de exploração que não tem limites. A mente está livre para procurar os muitos níveis de experiência universal, para encontrar seu início e caminho subseqüente de desenvolvimento. Ao longo destes caminhos estão as experiências de padrões tanto positivos como negativos ocorrendo numa estrutura de crescimento para a identidade que emerge.

            Este processo não apenas torna disponível as áreas da experiência transpessoal , porém fornece um método seguro e eficiente para conseguir, terapeuticamente,  crescimento para o potencial humano.

            Dimensões de vidas passadas, pré-natais, perinatais, animais e espirituais se desdobram com resultados surpreendentes na cura de corpo, mente e alma.

           Bloqueios e barreiras

              Uma “barreira sensorial” pode ser repetidamente criada em momentos de experiências reais, dentro do sétimo mês de desenvolvimento pré-natal. Os sistemas sensoriais do feto estão alcançando a viabilidade, com as primeiras imagens do aparelho visual sendo criadas pela visão das paredes do útero distendido. Elas aparentam transparentes à medida que a luz exterior muda e amplificar cores e sons. Estas cores, sons e imagens criam uma confusão de percepções sensoriais à medida que a mente inconsciente procura o início destas capacidades. A “barreira sensorial”  é removida em sessões nas quais se identifica pensamentos e sentimentos da mãe, e o estágio fetal é reconhecido como incompleto em seu desenvolvimento.

            Acessar esta experiência pré-natal é terapeuticamente valioso como passo do processo de separação da identidade fetal daquela da mãe e de outras influências externas. A conexão inconsciente de imagens visuais com palavras e pensamentos cria os padrões de sobrevivência com os quais a criança nasce.

            O nível de lembranças biográficas se inicia no nascimento e continua até o momento atual. Assuntos não-resolvidos e memórias desta vida presente são encontrados aqui e podem ser revividos e integrados à psique. Às vezes, ocorre uma catarse envolvendo o ser total na liberação de medo, raiva e tristeza.

            Considero os primeiros dezoito meses e vida como um período não-consciente similar à barreira sensorial do pré-natal. Os sistemas de percepção funcionam porém lhes falta a maturidade para claridade e compreensão cognitiva. Estes meses unem a mente pré-natal inconsciente   ao estágio consciente e cognitivo do desenvolvimento. Experiências nesta fase são extensões diretas da dinâmica do nascimento, fornecendo padrões de sobrevivência tanto positivos como negativos.

            Estes padrões de sobrevivência são repetidos e reforçados perto da idade de três anos, com a emergência da força do ego e das habilidades cognitivas. Voltam a ser repetidos perto do início da puberdade, o que confirma sua validade à medida que cada novo estágio é alcançado. Crenças e motivações são reforçados como sendo necessários para a sobrevivência da pessoa totalmente funcionante.

            Um trauma localizado durante este período se relaciona não apenas ao nascimento, porém à concepção e a experiências de vidas passadas. Estas estão contidas nas experiências traumáticas não-resolvidas que geralmente ocorrem no momento da morte em experiências passadas, e em períodos hipnóticos em estágios subseqüentes.

            Os padrões inconscientes principiam com a concepção e se estendem até o nascimento. Durante este período, conteúdo e estrutura da mente fetal inconsciente estão formulando os padrões para sobrevivência que serão imprimidos durante o nascimento. As experiências durante este período irão determinar as crenças e motivações com as quais este bebê nasce.

            No momento de concepção, a lucidez traz de vidas anteriores os tópicos não-resolvidos mais importantes, os quais determinam as escolha dos pais. Estes tópicos formam o núcleo do desenvolvimento inconsciente durante a gestação, e sua resolução é estendida ao nascimento e além. Ocorrências estressantes com fortes emoções são interpretadas pela mãe e registradas pelo inconsciente fetal. Ã medida que cada um destes acontece, a mente fetal inconsciente ativa e traz à tona experiências semelhantes de vidas anteriores. Assim, os assuntos não-resolvidos encontram pontos de conexão durante o período pré-natal e são continuados na vida que está por vir.

            É necessário reconhecer uma dinâmica se desejamos localizar experiências autênticas durante a gestação. O feto em desenvolvimento não pode nem pensa por si mesmo. Ele não tem identidade consciente nem capacidade cognitiva para fazer decisões independentes. Se isto fosse possível, o feto resolveria problemas durante a gestação e nasceria livre de problemas e de assuntos não-resolvidos. Ele também não teria uma mente inconsciente desenvolvida no momento do nascimento. A função consciente é fornecida pela mãe como parte do sistema total de apoio que existe até a separação após o nascimento.

            As experiências de alegria  e felicidade se tornam parte do script inconsciente da mesma maneira que as traumáticas. Elas são forçadas para um lugar secundário, as vezes dormentes, pela exigência por resolução dos eventos dolorosos. Quando os bloqueios formados por medo e dor forem removidos, as vidas boas se tornam proeminentes. Quando se segura uma bola de basquete debaixo d’água com quatro mãos e as mãos são removidas uma por vez, a bola não precisa de encorajamento para subir à superfície quando a última mão é removida.

            O início das contrações e o primeiro estágio do parto se identificam com a experiência de morte na vida passada. É o primeiro sinal de que o ambiente está se tornando hostil e irá forçar o feto para frente, a um desconhecido que se comprova como confuso e doloroso. Neste estágio de abertura, coexistem uma forte demanda de se mover para a frente enquanto o caminho para ir está bloqueado.

            Dor e confusão fetal são definidos pelas palavras e pensamentos da mãe ou de alguém dentro de seu ambiente, e se tornam o primeiro estágio dos padrões de sobrevivência. Trauma, trabalho e emoções deste primeiro estágio do parte replicam de maneira próxima a dinâmica de uma ou mais experiências de vida passada. O feto sobrevive, no nascimento, ventos que causaram morte em ocasiões anteriores. As ocasiões anteriores são continuadas ao longo da experiência de nascimento, e estão inconscientemente em seu lugar quando o bebê vivo nasce.

            O movimento para a frente se torna possível devido à dilatação da cérvix, expansão do cinturão pélvico, e o amolecimento do cóccix. Este movimento se caracteriza por luta e dor, intensificados pela constrição do canal de parto. Este movimento fornece uma saída da experiência de morte do primeiro estágio.

            Quando correlacionados com a experiência adequada de vida passada. estes dois estágios de nascimento vêm na mesma ordem em que se inicia a morte física, que primeiro traz medo, dor e confusão. Quando a morte do corpo está completa, o espírito sobrevive e se move para frente o sobe para longe do corpo. Quando repetido no nascimento, corpo e alma sobrevivem para iniciar uma vida nova. Esta continuidade de experiências alinha a experiência transpessoal com as ocorrências do parte para criar morte e renascimento como uma juntura vital na jornada de mente, corpo e alma.

            A sobrevivência é determinada quando o feto é expelido do útero por um movimento que desencadeia o reflexo respiratório, e prepara o bebê para a completa separação da mãe. Isto se consegue quando o cordão umbilical é cortado, não mais fornecendo apoio de suporte de vida para o bebê.

            A necessidade do bebê de “pensar por mim mesmo” começa neste ponto e se desenvolve paralelamente aos os sistemas do corpo físico. A mente inconsciente desenvolve as estruturas para sustentar as habilidades cognitivas enquanto o corpo aprende a andar, correr, planejar, e fornece o necessário para a vida.

            Uma transição acontece quando o cordão umbilical é corado e o bebê responde às pressões naturais para a sobrevivência. Os sentimentos de abandono, impotência, pânico e confusão são mais vezes comuns nestes momentos após o nascimento. O novo indivíduo é desafiado a “se virar sozinho” num momento em que se sente totalmente incapaz de fazê-lo.

            O período de tempo desde a concepção até o nascimento é uma transição da morte ao longo dos estágios transpessoais entre vidas, e de novo de volta à vida. Cada estágio de progressão   fornece aceso a revelações de suporte a partir das quais terapias centradas no cliente retiram informação terapêutica.

            O ponto de concepção inicia um processo de nove meses para o reconhecimento gradual de realidade consensual e de espaço-tempo. Junto com este reconhecimento há uma adaptação dos fenômenos de causa e efeito, progressão ao longo do tempo linear, e dependência de funções físicas. Uma vez que este processo é iniciado, as experiências são processadas pelas estruturas físicas, mentais e emocionais, para fornecer motivação inconsciente com controle conscientes e cognitivos. O comprometimento a este nível de desenvolvimento abre o acesso a experiências transpessoais que envolvem cenas de vidas anteriores na Terra. Assim, figuras e eventos históricos dominam a s experiências encontradas durante a descoberta da identidade pessoal. Estas experiências atuais continuam a completar as experiências passadas em direção da resolução. Limites normais e físicos são transcendidos ao se revisitar estes cenários que estão encobertos por confusão. O tempo linear é suspenso para permitir uma gama ampla de experiências, que claramente não são de origem atual.

            Cada episódio transpessoal precisa ser reconciliado à realidade do tempo atual, já que suas influências precisam ser removidas para se conseguir alterações do comportamento básico.

            À medida que as sessões libertam a mente dos limites terrenos, surgem cenas, eventos e incidentes de dimensões além da realidade consensual. Isto traz existências anteriores, que incluem comunicação espiritual ou interação com formas energéticas. Estas são livres de limites físicos e do tempo linear.

            Aqui acontece um fenômeno revelador, quando a consciência humana encontra sua origem em forma animal. A habilidade cognitiva é bastante reduzida durante a sessão, quando a experiência é revivida do instinto animal. Os padrões negativos são claramente revelados em sua fonte em eventos simplistas que recorrem para resolução durante eras de tempo. Uma experiência animal é trazida ao longo de eras históricas para revelar seu progresso, enquanto continua mantendo sua identidade e experiências animais básicas.

            Alguns clientes buscam estes reinos como maneira de evitar problemas e experiências dolorosas. Cada experiência transpessoal precisa ser reconciliada àquelas de existências terrestres. Estas precisam ser processadas até a plenitude para liberar trauma e afecção.

            O uso da respiração focalizada durante a sessão é consistente com aquele de muitas modalidades transpessoais, tais como ioga e meditação transcendental. A técnica vai gradativamente aumentando a freqüência e profundidade respiratória, até que assume a hiperventilação auto-induzida. Isto induz um estado alterado onde o sangue é oxigenado acima de níveis normais. O aumento na função metabólica aumenta o fluxo de energias corporais. A energia passando pelos chakra , ou centros energéticos, do corpo, irá reconhecer e limpar quaisquer bloqueios físicos ou emocionais.

            O trauma mais imediato atingido pela respiração pode ser o momento antes, durante e depois da primeira respiração após o parto. Se o cordão umbilical for cortado antes do bebê respirar pela primeira vez, neste ponto da auto-sobrevivência básica são sentidos pânico e luta. Este trauma muitas vezes volta à superfície como asma, quando a sobrevivência volta a ficar em evidência.

            As reações físicas à re-experiência e remoção deste trauma incluem a liberação de tensões musculares muito profundas com emoções reprimidas. Pode ocorrer um episódio similar a coma convulsão, com movimentos convulsivos ocorrendo em grandes grupos musculares. À medida que surgem estas dinâmicas, elas são ligadas a experiências anteriores no pré-natal e em vidas passadas por um tema em comum.

            Além disso, os benefícios se evidenciam quando o corpo libera os resíduos de drogas e de outras toxinas estocadas no corpo. Estes incluem anestésicos cirúrgicos, drogas de uso recreativo, bem como substâncias químicas inaladas ao se respirar ar contaminado. Muitas vezes, pode-se cheirar éter na respiração do paciente durante a liberação catártica de cirurgias traumáticas.

            É preciso fazer uma distinção clara entre a fala cognitiva e a liberação verbal espontânea. Muitos clientes entram em catarse mais rápida e facilmente se lhes for permitido gritar, praguejar e chorar na liberação de emoções reprimidas. A verbalização espontânea também expressa  crenças tais como “nada do que faço adianta” ou “não importa o quanto eu tente, nada jamais muda”.  A menos que as crenças sejam consideradas para mudança, elas criam uma reação paradoxal à resolução.

            Comecei a usar a terapia respiratória quando observei clientes prendendo a respiração durante a crise de uma sessão. Uma vez que lhes dizia que continuassem respirando, os movimentos eram mais rápidos, e a catarse alcançada mais rapidamente.

            As filosofias orientais designam certos centros de energia corporais como chakras. Chakra é uma palavra sânscrita para “roda; um vértice bio-energético com um correspondente glandular identificado com centro de desenvolvimento humano multinivelado, que integra evolução física, psicológica e espiritual.”

            Aprendi o que segue na Índia com o Dr. Pradeed Diwan, um sacerdote brâmane da religião hindu e à frente do Instituto para Estudos Hindus em Bombaim. O sistema de chakras é estudado como parte da medicina hindu, e é rotineiramente usado no tratamento de muitas doenças. Segue-se uma rápida descrição de cada chakra :

              1. Chakra sacro (de raiz)                Cor : Vermelha

              Correspondente à glândula adrenal, contendo o acumulador eletroquímico para impressões, memórias, conflitos, atitude e crenças em nossos esforços para chegar à identidade pessoal. Este centro fica agudamente comprometido por choque, acidentes, medo ou exposição a uma ameaça à sobrevivência. É também bloqueado por qualquer alteração significativa em atividade ou comportamento sexual. Raiva, vergonha, medo e vitalização são encontrados como parte de uma crise de identidade sexual quando este chakra estiver disfuncional. Sintomas físicos incluem anemia, deficiência de ferro, circulação deficiente, pressão sangüínea baixa e fadiga.

            2. Chakra umbilical                            Cor : laranja

              Corresponde às gônadas e é o centro para desejo pessoal, a intenção de posse, de amor, e a necessidade para estabilidade material e emocional. É comprometido durante períodos de tensão no relacionamento, divórcio, separação, e roubo ou perda de posses materiais (trabalho, renda, propriedades).

            Psicologicamente, isto causa hostilidade, inveja, ciúme, solidão, e medo do envelhecimento. Sintomas físicos incluem disfunções respiratórias e brônquicas, desequilíbrio  hormonal, e disfunções menstruais.

            3. Chakra do plexo solar                  Cor : amarelo

             Aqui fica o desejo de saber. Corresponde ao pâncreas e baço e é o centro de evolução da mente pessoal, do desejo de saber e aprender. Aqui nasce m nossos esforços para desenvolver a inteligência e exprimir idéias. Ele é bloqueado por argumentos verbais, o stress de se fazer decisões, esforços intensos para “decorar” , e exposição a controle mental. Os estados psicológicos que ocorrem são paranóia, preocupação, idealização obsessiva compulsiva, esquecimento, preconceito, e mentir. Sintomas físicos incluem disfunções do trato urinário, infecções dos seios faciais e reações alérgicas, disfunções cutâneas, desequilíbrio da glicose sangüínea e disfunções do pâncreas.

            4. Chakra do coração                        Cor : verde

                        Corresponde ao timo. É o centro do corpo par a evolução do idealismo e da visão do mundo. Isto também inclui o conceito de amor num nível transpessoal. Raramente é comprometido a não ser que seja sujeito a uma grande transição na vida. Se a energia dos centros inferiores for ciclada para este chakra, ele pode equilibrar o sistema e retorná-lo aos seus níveis normais. Se comprometido por trauma de transição, ele psicologicamente produz crise, euforia, êxtase, desespero, sentimentos de separação e pânico. Os sintomas físicos incluem taquicardia, coração “acelerado” , ataques de pânico, e enrubescimento.

            5. Chakra da garganta :                    Cor   : azul

             Corresponde à glândula tireóide. Aloja a auto-disciplina, habilidade criativa, e responsabilidade. É comprometido quando bloqueado pelos esforços de dominar o relacionamento entre pensamento e forma, e mente e matéria. Bloqueios psicológicos incluem o “bloqueio de escritor”, força criativa baixa, falta d visão pessoal, e uma tristeza oculta. Os sinais físicos são o sistema imunológico comprometido, infecções bacterianas ou virias, resfriados, e herpes.

            6. Chakra da fronte                           Cor : índigo

              Corresponde à glândula pituitária. É o centro para a evolução de liderança, integração do grupo, e o uso de poder e controle.

            Medos e compulsões inconscientes bloqueiam este centro causando arrogância, apetites incontroláveis, abuso de substâncias, cobiça, e ressentimento. Os sintomas físicos incluem ser viciado em substâncias e apetite compulsivo por comida e álcool.

            7. Chakra da coroa                            Cor : violeta

              Corresponde à glândula pineal. Controla a evolução da capacidade intuitiva, auto-realização e a necessidade para transcendência e unidade pessoal. Este centro é afetado de modo adverso quando os chakras inferiores não conseguem identificar e resolver confusão e conflito. Sensações psicológicas  de “possessão por espíritos” , “ataque psíquico”, histeria, reações de extrema fobia, e medo de insanidade. Estados físicos com um bloqueio aqui incluem disfunções do sistema nervoso, perda de audição, disfunções sensoriais, gaguejar, e deficiência visual.

            Intensas sessões de respiração intensa aumentam as funções metabólicas, intensificando o fluxo de energia pelo sistema de chakras localizando qualquer área que esteja bloqueada. A energia manifestará tensão ate que ela atravesse os bloqueios e permita um movimento de fluxo livre ao longo de todo o sistema. À medida que os chakras são limpos, as glândulas disfuncionais correspondentes respondem com novas energias de cura.

            O uso terapêutico de música requer sensibilidade às necessidades e capacidade de resposta do cliente. A música soma mais do que sons agradáveis às sessões experimentais. Evoca  imagens e emoções antigas, indo diretamente aos centros dos chakras e às glândulas correspondentes para induzir mudanças. Pode ser um irritante, se necessário, ou uma fonte de cura.

            Os sons de tambores e cânticos antigos estão fundo na psique das mentes atuais, e ressurgem quando os sons são recriados como parte da terapia. Eles fornecem um foco único, permitindo que memórias reprimidas ressurjam durante o processo de eliminação.

            Existe um sistema de tons que vibram precisamente com a energia de cada chakra. O uso estruturado destes tons traz a energia do chakra ao alcance de cura de todo o sistema.

            Alunos do meu curso na Alemanha conduziram uma experiência utilizando música e plantas. Durante um período de treinamento de duas semanas, eles tocaram tipos opostos de música a plantas saudáveis. Cinco plantas ouviram Bach, Chopin e Brahms, enquanto outras cinco ouviram “acid rock”. Elas eram tratadas e aguadas igualmente por empregados do hotel, que não sabiam do teste.

            Aquelas ouvindo “acid rock” rapidamente mostraram sinais de não conseguir se desenvolver, enquanto aquelas com música clássica se desenvolveram muito bem. A música foi trocada, os grupos de plantas reagiram de maneiras similares com as saudáveis começando a morrer e o outro grupo retornando à saúde. No final, ambos os grupos ouviram música saudável e ficaram saudáveis.

            O uso de música trará sua própria dinâmica a uma sessão; portanto, deve-se pedir aos clientes que tragam música que eles considerem apropriada para o trabalho.

            As pesquisas modernas encontraram um sistema de centros receptores e polipeptídeos que formam o funcional para emoções dentro do corpo humano. O trabalho da Dra. Candace Pert mostra a presença de centros emocionais criados pelo DNA em cada área do corpo. (National Int. of Mental Health, 1990) A natureza exata da emoção é determinada pela situação que confronta com a pessoa. É possível sentir o medo centrado no plexo solar, no pé direito, ou qualquer área de stress no corpo. Estes eventos e crenças traumáticas são acessados, processados, e liberados pelo uso de um toque deliberado e firme para direcionar o foco àquela área física. A catarse subseqüente libera as memórias dolorosas, que por sua vez ordenam uma mudança nos centros receptores emocionais.

            Isto também é eficiente no trabalho respiratório para facilitar a liberação de tensão bloqueada. Os clientes relatam um maior senso de realidade e falta de movimento se for incluído o toque no ponto focal do trauma.

            Devem ser tomados cuidados antes do contato físico direto. Ele precisa ser discutido  com o cliente antes de cada sessão, e seus limites firmemente estabelecidos. O potencial para a interpretação errônea pelo cliente está sempre presente e precisa ser evitado para evitar perturbações no processo terapêutico.

            Os traumas deliberadamente infligidos influenciam o desenvolvimento de padrões psicológicos, e podem causar uma reação de temor ao toque. Estes clientes esperam que cada toque humano resulte em dor, e desenvolvem maneiras eficientes de evitar o contato direto. O toque apropriado, usado terapeuticamente, pode modificar estas expectativas quando a dor esperada jamais se materializa.

            A traumatização deliberada inclui mensagens verbais e não-verbais que aumentam a intensidade, pois rotulam a vítima tanto com ações quanto com palavras. Estas palavras são carregadas na memória celular do local do trauma, e são melhor liberadas pelo toque focalizado.

            Uma segunda categoria é uma na qual a criança pequena sofre de negligência ou de omissão das necessidades básicas de segurança física e emocional. Estes clientes precisam sentir o benefício de um toque que seja gentil, preocupado, e benigno. Sua resposta ao mesmo pode rapidamente modificar suas reações ao mundo em sua volta.

O procedimento de terapia de vidas passadas

              A preparação do cliente é básica para o sucesso da terapia experiencial. O cliente precisa estar claramente ciente da profundidade emocional até onde pode ir um episódio catártico. Ele precisa sentir e agir livremente na sala com o terapeuta e precisa estar ciente da presença de outros, se trabalhando em grupo. Deve ser concedida a permissão para trabalhar na frente de outros, como uma ênfase a esta vulnerabilidade. A seguinte estrutura é um exemplo do procedimento de uma sessão :

            1. O cliente é colocado fisicamente à vontade, e teoria e técnica são discutidos.

            2. As contra-indicações para o trabalho emocional profundo são discutidas quanto à sua possível presença. Gravidez, doença cardíaca, instabilidade mental crônica, disfunções convulsivas, ou o estágio infeccioso de uma doença são algumas condições a serem consideradas.

            3. A sessão começa com o cliente numa posição recumbente que permita liberdade de movimentos. Uma entrada direta ao nível adequado de trauma reconhece o estado hipnoidal preexistente e focaliza em sua origem em épocas anteriores através da respiração direta. O relaxamento pode causar uma reação paradoxal ao entrar uma experiência dolorosa.

            4. A experiência é auxiliada pela facilidade de progressão, distanciamento, e liberação de dor emocional e física.

            5. A sessão é concluída com um processo de busca por qualquer áreas remanescentes que precisem de atenção adicional.

            A presença de observadores não deve influenciar a maneira pela qual o terapeuta explica o procedimento no início da sessão. Esta explicação precisa ser clara e concisa, e ignorar quaisquer acusações possíveis de “liderança”, “indução secreta” ou de “implantação” pelo terapeuta. Nenhuma idéia encontra receptividade na mente inconsciente a não ser que a receptividade exista previamente à apresentação da idéia. O objetivo de uma sessão é provar sua eficiência quanto a liberação de trauma, e não de convencer os céticos dos fenômenos de estados alterados e “outros universos”.

Terapia convencional : uma comparação

            O processo da terapia convencional é prolongado, demorado, e frustrante. Envolve um sistema complexo de “intervenções”, “insights”, e “modificações”. Estas terapias utilizam a mente consciente e habilidades cognitivas numa tentativa de convencer a mente inconsciente a se modificar. Os resultados são muitas vezes como “falar como você era enquanto você acha que se sente amortecido”.

            As sessões experienciais se movem rapidamente para além da resistência consciente aos eventos inconscientes, instigando a mudança na raiz do trauma.

            As sessões localizam as feridas emocionais relevantes e facilitam seu processo de resolução. A verdade básica fundamental é liberada livre da confusão e bloqueios criados por amnésia e repressão. Um episódio catártico geralmente acontece enquanto mudanças ocorrem em todos os níveis e mente, corpo e alma.

            O papel do terapeuta como “conselheiro”, “bom pai”, ou “mediador de mudanças” é superado pelas modificações internas invocadas pelas experiências centradas no cliente. A realidade interna do próprio cliente evolui, a partir da qual é derivado seu próprio “conselho”.

            As transferências são muito intensificadas e acontecem rapidamente com a intensidade deste processo. Esta é uma razão pelo processo prolongado de terapias tradicionais. Ele é contra-produtivo na terapia experiencial (N.T.: texto original confuso - o que é contra-produtivo ??) pois permite ao cliente evitar confrontos dolorosos ao direcionar o foco sobre o terapeuta. Se isto acontecer, sua fonte precisa ser localizada num ponto anterior e tratada como uma dinâmica do evento anterior.

            O movimento em direção da integridade é um movimento ao equilíbrio e à liberdade do que nos afeta. Cada cura abre o caminho para maior claridade e continuidade para completar cura ou integração. Após anos de sessões em consultório particular, estou convicto de que existem apenas duas emoções reais : medo e amor. Cada cura remove nova ferida, outro local dolorido, nos trazendo um passo mais perto do amor.

            A alma se move ao longo do tempo infinito em direção à totalidade, assim como o feto ao longo do tempo finito durante a gestação. Quando uma mulher concebe uma criança, ela recria o universo.

            Cada mês de gestação completa o desenvolvimento físico do que ele é capaz, fornecendo a base para o estágio seguinte. Cada mês é como uma “cura” que segue uma planta de DNA até a conclusão.

            A alma usa cada vida tal como o feto usa os meses de gestação. Cada qual cura feridas causadas pelo medo e move a mente, o corpo e a alma em direção de totalidade e amor.

            Quando os limites são estendidos para incluir as áreas transpessoais, a entidade individual integra as experiências finitas ao infinito. As crenças se integram à dinâmica universal para formar o núcleo do eu infinito.  Esta é a realização definitiva de muitos clientes na conclusão de suas sessões.  “A parte importante de mim jamais irá morrer. A parte que dirige minha cura, acalma meus medos, e me levam a amar a mim e aos outros”,

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