TERAPIA REGRESSIVA – PERGUNTAS E RESPOSTAS

 por Edison Flavio Martins

1.      O que é a Terapia Regressiva?

R – É um conjunto de técnicas e estratégias para acessar o inconsciente e encontrar memórias de fatos do passado que podem ser a origem de problemas de hoje. Chama-se REGRESSIVA porque busca no passado a explicação dos sintomas que sentimos hoje.

2.      Porque aceito a hipótese da reencarnação?

R – Porque tive razões muito lógicas, para acreditar na existência de vidas passadas. No entanto, não é necessário acreditar em reencarnação para fazer uma regressão porque esta abordagem é apenas uma tática para se atingir o inconsciente. O cliente pode ser até ateu desde que concorde em aceitar os fatos e vivências a que tiver acesso como se fossem reais apenas durante a sessão. Depois ele pode conservar suas próprias crenças.

Trabalhamos com a hipótese da reencarnação porque é a que melhor explica os achados das sessões de regressão. Existem muitas explicações e o cliente pode escolher a que quiser porque meu objetivo não é convencer ninguém da realidade da reencarnação. A Terapia Regressiva como outras técnicas, visa a cura do cliente e se isto for conseguido, não importam as explicações. 

3.      Com que freqüência a origem do problema do cliente situa-se em encarnações anteriores?

R – Mesmo que um problema aparentemente tenha origem em algum fato desta vida, sempre existe uma correspondência com a vida passada. Um fato traumático desta vida nada mais é do que a repercussão de situações não resolvidas em vidas passadas. É como se buscássemos experimentar o problema de novo para tentar resolve-lo. 

4.      Isso não pode ser fruto de algum tipo de sugestão?  O cliente não pode supor estar se vendo numa encarnação passada quando, na verdade, está apenas criando uma fantasia bastante nítida que engana a ele próprio?

R – Esta é uma dúvida de muitas pessoas mas quando a regressão é verdadeira, as histórias que surgem são tão bem elaboradas que a pessoa precisaria de um grande talento literário e ser um bom ator para criar e interpretar uma história tão coerente.  

5.      Qual a vantagem principal da Terapia Regressiva sobre a Psicoterapia convencional, praticada por psiquiatras e psicólogos?

R – A Terapia Regressiva usa métodos que facilitam muito o acesso ao inconsciente, podendo resolver os problemas em um número menor de sessões. Além do mais, existem diagnósticos próprios da TR e que geralmente só podem ser resolvidos com estas técnicas, os chamados Traumas Complexos: Obsessão, Pseudo Obsessão, Hangover, Alienação e Contenção Existencial, além de problemas de caráter e algumas doenças consideradas incuráveis como a Enxaqueca e a Depressão.   

6.      Numa sessão de Terapia Regressiva, de que maneira se conduz o cliente à origem do problema de que se queixa?

R – O cliente não regride á uma vida passada. Ele já está regredido quando está vivenciando sintomas que aconteceram em uma vida passada. Para o inconsciente não existe tempo e espaço e parece que o trauma está ocorrendo agora. A Terapia Regressiva apenas  torna o cliente consciente disto e pode-se então trabalhar o trauma usando-se as técnicas tradicionais da psicoterapia. Geralmente eu prefiro não usar hipnose para que o cliente possa comparar os dados da vida passada com a atual e poder entender e resolver seus problemas. 

7.      Isso sempre é possível ou já ocorreu de algum cliente não conseguir fazer a regressão?

R – Qualquer pessoa pode recordar uma vida passada, na dependência apenas da experiência e conhecimentos do terapeuta. Quando não consegue por uma técnica, usamos outra e outra até que se consiga. Quando o cliente não regride, geralmente é porque não foi estabelecido um quadro de confiança entre ele e o cliente para que seu inconsciente permita o acesso à lembrança. 

8.      Há uma só ou várias técnicas para a Terapia Regressiva?

R – Existem muitas técnicas de indução à vidas passadas e algumas são simples. As técnicas são adaptadas a cada cliente e a cada situação. As Técnicas que se usa atualmente foram criadas por Edith Fiore, Morris Netherton, Hans TenDam e Roger Woolger mas cada terapeuta, as adapta ao seu próprio estilo e pode inventar e inovar. Prefiro as técnicas que não utilizam hipnose mas quando necessário, estou habilitado e capacitado para aplica-la se for necessário. 

9.      Por que se diz que, na Terapia Regressiva, há três momentos mais importantes: a Vida do feto dentro do útero inclusive o nascimento, Momento Traumático e a Morte?

R – Porque nestas três fases se originam a maioria dos problemas que vivemos atualmente. Naqueles momentos acontecem os "Imprints" que são as várias conclusões e decisões que vão influenciar a pessoa daí  em diante.  

10.  Identificado o momento do fato traumático que seria a origem do problema ou da doença vivida hoje, como se faz para eliminá-lo?

R – Quando acessamos as memórias destes momentos, podemos analisa-los com toda a bagagem de conhecimentos e recursos que adquirimos depois daqueles acontecimentos e então descobrir outros significados para o que ocorreu. Nós não podemos apagar o acontecimento do passado. Podemos apenas modificar estas conclusões e decisões de modo que o que aconteceu não nos incomode mais, preservando apenas o aprendizado. 

11.  Praticantes de algumas religiões - como o Espiritismo ou o Budismo, por exemplo - acreditam na reencarnação.  Mas se o cliente for católico ou evangélico, não acreditando em reencarnação, isso impede ou dificulta o seu tratamento?

R – Quando o cliente nos procura, ele já sabe que trabalhamos com a hipótese da reencarnação. Isto não impede que ele tenha suas próprias crenças, que não influem no resultado da terapia. Tenho clientes de crenças religiosas diversas que se beneficiaram da terapia e que continuaram depois praticando suas religiões. Procuro deixar bem claro que a Terapia Regressiva tem caráter psicoterapêutico e não religioso. 

12.  De modo geral, em que casos está  indicada a Terapia Regressiva?

R – Em distúrbios emocionais, de relacionamento, doenças psicossomáticas como Asma, Retocolite Ulcerativa, Hipertensão, etc.,  muitas doenças crônicas como gastrites e doenças para as quais a medicina não encontrou ainda um tratamento adequado. Como por exemplo a enxaqueca, o Mal de Parkinson e o Mieloma Múltiplo. A Terapia Regressiva pode também ser uma ferramenta valiosa para as pessoas que estão em busca de respostas que a auxiliem em seu desenvolvimento espiritual. 

13.  Os resultados são duradouros, definitivos, ou o problema pode retornar após algum tempo?

R – Os resultados são definitivos. Após o termino da terapia, o cliente passa por um período em que ele vai integrando suas experiências com as novas conclusões e decisões. Às vezes, um outro problema pode emergir e ele pode decidir voltar à terapia com uma queixa diferente. 

14.  A Terapia Regressiva sempre dá certo ou há casos em que ela pode não obter a cura do cliente?

R – Existem poucos casos em que a terapia não funciona mas isto ocorre em qualquer tipo de abordagem terapêutica. Quando isto acontece geralmente é porque não se conseguiu estabelecer um relacionamento com o cliente em que ele se sentisse seguro para se expor. Às vezes, um outro Terapeuta de Regressão pode conseguir a cura. 

15.  Quanto tempo costuma durar o tratamento de uma pessoa pela Terapia Regressiva? R – A resolução de um contrato raramente ultrapassa 6 meses mas a maioria dos casos costumam ser resolvidos em até 8 sessões. Estão incluídos neste caso as fobias simples como medo de escuro, sintomas físicos agudos, enxaqueca, etc. 

16.  O gravíssimo problema da dependência química, o vício em drogas, pode ser curado pela Terapia Regressiva?

R – Durante um período fiz um trabalho com dependentes químicos em um  Hospital Psiquiátrico em minha cidade e tive bons resultados. A Terapia Regressiva pode dar a sua contribuição para a cura da dependência química mas não pode ser considerada a solução para este complexo problema. O dependente deve ser abordado por diversas maneiras e por diversos especialistas de um modo adaptado a cada caso em particular. 

17.  Como reagem os colegas médicos da especialidade de Psiquiatria? Eles não estranham que um urologista esteja atuando na área deles e, além disso, com um tipo de terapia não reconhecido?

R – A Terapia Regressiva não concorre com os Psiquiatras. Pelo contrário. Tenho clientes em São José que foram enviados por Psiquiatras e fazemos o tratamento em conjunto, com um complementando o outro com ótimos resultados. Tive a formação em Psiquiatria no curso médico e após os cursos de pós graduação com duração de 2 anos que fiz na Associação Brasileira de Estudos e Pesquisa em Terapias de Vivências Passadas (ABEP-TVP) em São Paulo, estou habilitado a fazer psicoterapia, usando as técnicas necessárias para cada cliente. TR não é a única ferramenta em meu arsenal terapêutico. A ABEP-TVP foi fundada por Médicos Psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e por psicólogos em 1987. 

18.  Há algum risco de ficar preso ao passado?

R – Quando um cliente está fazendo a regressão ele não regride ao passado. Apenas tem acesso a uma memória que esta gravada em seu inconsciente hoje. Não há como ficar preso ao passado pois ele continua o tempo todo com a consciência da vida atual podendo comparar os fatos gravados em seu inconsciente com as experiências de sua vida atual. 

19.  Há contra-indicações à Terapia Regressiva?

R – Como em outras técnicas, sempre existem contra-indicações. Não é conveniente submeter-se clientes à Terapia Regressiva quando forem portadores de alguma doença grave descompensada, como por exemplo, clientes cardíacos, hipertensos, convulsivos e diabéticos. Ë necessário compensar a doença para que as vivências muito intensas não provoquem alguma complicação perigosa. Como médico, sempre avalio o cliente clinicamente para verificar se ele não é portador de quaisquer dessas condições que o impeçam de submeter-se à regressão e se for o caso, usar outro tipo de terapia.

Dr. Edison Flávio Martins é médico Urologista e Uropediatra, com Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e Associação Médica Brasileira (AMB), ex-professor de Urologia nas Faculdades de Medicina de Santos e Bragança Paulista, Hipnólogo Clínico Pelo Instituto Milton H. Erickson (Hipnose Ericksoniana), Practitioner em Programação Neuro Linguística e Membro Certificado da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Terapia de Vivências Passadas (ABEP-TVP). Terminou sua especialização em Psicoterapia Regressiva através de um curso com a duração de 2 anos no Centro de Difusão Científica e Tecnológica "Hermínia Prado Godoy" (CDCT-HPG) em 1998. Reside e trabalha em São José dos Campos - SP.
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